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Natal mágico em Terras Beirãs…

E mais uma vez foi de Comboio que cheguei a terras Beirãs… Nesta época Natalícia nada mais podia fazer sentido que conhecer o que esta fantástica região tem para nos mostrar…Chegada a Castelo Branco, fui desafiada para conhecer o famoso “Natal Branco“. Entre 30 de Novembro e 31 de Dezembro a cidade enche-se de muita magia e luz…Primeiramente, percorri a cidade num pequeno comboio onde pude maravilhar-me com as luzes espalhadas por todos os cantos… Fui passear ao mercado de Natal, ficar mais perto das iluminações e ver a exposição de árvores de Natal e de presépios feitos pelas escolas, colectividades e entidades do concelho. Realmente parecia que estava num conto de Natal, de tão lindo que tudo está!… Foi em Castelo Branco que ainda jantámos no Restaurante Encosta da Muralha; recomendo! Para terminar o dia de sábado fui até Penamacor. O frio já se fazia sentir, mas o calor de alguns pauzinhos que ardiam junto à Nossa Sra do Incenso fez-nos esquecer a existência dele. Aqui faz-se uma preparação do que aí vem relativamente ao Madeiro….(Calma, já explico tudo…)
Passei a noite em Penamacor. Fiquei hospedada no  alojamento rural chamado Moinho do Maneio… Só digo uma coisa para vos aguçar a curiosidade: “O meu quarto tinha lareira!”
Descansada, preparei-me para o grande dia… Pela manhã percorri as ruas de Penamacor onde conheci a Vila, com o seu Mercado de Natal. Cada cantinho de Penamacor está devidamente enfeitado e as pessoas abrem até as portas de sua casa, oferendo ou vendendo comidas e bebidas.
Depois de mais uma maravilhosa refeição, desta feita no Restaurante Três Pinheiros, a ansiedade já começava a crescer dentro de mim. Ia ver a chegada do maior Madeiro de Portugal! E o que é afinal o Madeiro? Trata-se de um grande monte de madeira, depositado no adro da igreja, que é ateado e arde de 23 para 24, mantendo-se aceso durante vários dias. Chama-se MADEIRO ou fogueira do Menino Jesus. É uma tradição de Natal da Beira Baixa. Foi toda a chegada dessa lenha que pude acompanhar nesta tarde. Entre a multidão feliz e emocionada chegam pois os tractores com a lenha. Este ano foram 21 tractores!! Note-se que a lenha transportada é velha… Não se cortam árvores para fazer o Madeiro. Há uma preocupação ambiental. Antigamente só os rapazes, mas agora também as raparigas, vêm empoleirados nos troncos nos tractores, atirando à rebatina os frutos do ramo de laranjeira que a praxe manda trazer, cantando, acompanhados à concertina.
É realmente muita emoção à volta desta festa! O coração bate mais forte e todos queremos, de alguma forma, deixar a nossa marca na participação da chegada do Madeiro.
Foi realmente um privilegio para mim participar nesta festa.  Um grande Bem Haja a todos os que a organizaram e permitiram que me juntasse a eles! Recomendo vivamente uma ida até terras Beirãs também nesta altura do ano. É tanto, mas tanto, o que tem para nos oferecer!

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